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Incidencia de Dispepsia Funcional em Indigenas em Contexto Urbano

Capitulo sobre a incidencia de dispepsia funcional em populacoes indigenas inseridas em contexto urbano, abordando fatores socioculturais e epidemiologicos.

15 de junho de 2022Medicina e Avancos da Pesquisa Basica e Clinica — Vol. 2 (Atena Editora)DOI: 10.22533/at.ed.6852229061

Autores dos capítulos

Daniel L. L. F. Villalba et al.

dispepsia funcionalsaude indigenacontexto urbanogastroenterologiaepidemiologia

Organizador da obra — este capitulo integra a coletanea organizada pelo Dr. Jhonas Flauzino.

Dispepsia e um termo que engloba um conjunto heterogeneo de sintomas, com origem no abdomen superior, regiao gastroduodenal, na forma de peso pos-prandial, saciedade precoce, dor e queimacao epigastrica. A pesquisa foi feita por meio da coleta de dados do questionario de perguntas estruturadas de diagnostico Roma III para dispepsia funcional. Para obter os resultados, foram aplicadas 18 questoes acerca dos sintomas percebidos em 172 pessoas como amostra. Dentre os sintomas relacionados, a incidencia oscilou com uma frequencia dominante variando conforme o sintoma, indicando que a dispepsia funcional se mostrou altamente incidente entre os indigenas moradores da comunidade Novo Dia.

Incidencia de Dispepsia Funcional em Indigenas que Vivem em Contexto Urbano no Municipio de Campo Grande — MS

**Autores:** Daniel Lucas Lopes Freitas Villalba, Isis Marcondes Sodre de Almeida, Gustavo Silva Sampaio, Leticia de Abreu, Carolina Maria Startari Sacco, Rayra Jordania Freire Aquino, Fatima Alice Aguiar Quadros, Melissa Wohnrath Bianchi

**Instituicao:** Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul — Medicina, Campo Grande — MS

**Palavras-chave:** Dispepsia; Saude de Populacoes Indigenas; Gastroenterologia.

Resumo

Dispepsia e um termo que engloba um conjunto heterogeneo de sintomas, com origem no abdomen superior, regiao gastroduodenal, na forma de peso pos-prandial, saciedade precoce, dor e queimacao epigastrica. No seculo 21, a dispepsia se tornou umas das doencas mais estudadas do mundo, em parte por causa do seu proprio paradoxo de escassas ferramentas de pesquisas disponiveis. Entretanto, temos atualmente uma populacao em situacao de risco, que foi pouco estudada em relacao a dispepsia e todos os seus agravos, a indigena. A pesquisa foi feita por meio da coleta de dados do questionario de perguntas estruturadas de diagnostico Roma III para dispepsia funcional. Para obter os resultados, foram aplicadas 18 questoes acerca dos sintomas percebidos em 172 pessoas como amostra. Os dados coletados possuem carater qualitativo, dos quais os dados sao categoricos ordinais, com algumas questoes nominais, ou seja, as opcoes sao distribuidas em categorias, portanto, nao-parametrica, sendo entao, avaliada de forma absoluta e relativa. Dentre os sintomas relacionados a incidencia oscilou com uma frequencia dominante variando conforme o sintoma, dos quais, dor ou desconforto peitoral nao relacionado a problemas cardiacos, nos ultimos 3 meses, apontou um indice de 32% de menos de um dia por mes e 23% para dois a tres dias por mes, logo 55% da populacao indica dores entre uma a tres vezes por mes. Taxa que corrobora com a frequencia de azia percebida nos ultimos 3 meses, com 40% indicando de dois a tres vezes por mes e 26% afirmando pelo menos uma vez por mes. Diante do exposto, portanto, podemos concluir que a dispepsia funcional se mostrou altamente incidente entre os indigenas moradores da comunidade Novo Dia. Muitos habitantes consideram os sintomas dentro da normalidade apos a alimentacao, e nao enxergam as possiveis complicacoes que advem da patologia como graves ou preocupantes.

1. Introducao

Dispepsia e um termo que engloba um conjunto heterogeneo de sintomas, com origem no abdomen superior, regiao gastroduodenal, na forma de peso pos-prandial, saciedade precoce, dor e queimacao epigastrica. Possui alta prevalencia, de modo que implica em ser um dos motivos mais frequentes de consultas em nosso pais, tanto na atencao primaria, quanto na secundaria e terciaria. A partir disso, e gerado um alto consumo direto de recursos da saude publica e um baixo desempenho no trabalho do paciente ou ate mesmo uma alta taxa de absentismo, de maneira que torna esta doenca um problema de saude publica, social e economico.

No seculo 21, a dispepsia se tornou umas das doencas mais estudadas do mundo, em parte por causa do seu proprio paradoxo de escassas ferramentas de pesquisas disponiveis (BORDA, 2016). Entretanto, temos atualmente uma populacao em situacao de risco, que foi pouco estudada em relacao a dispepsia e todos os seus agravos, a indigena. Em vista disso, existe uma situacao de vulnerabilidade, no contexto urbano, para com essa populacao, pois desde que houve uma migracao dos habitantes de aldeias rurais para as comunidades urbanas, a marginalizacao acerca de tal povo, trazendo consigo todos os seus problemas, principalmente, a falta de cuidado e acesso a saude (BATISTOTI, 2019).

A ida do povo Terena para os centros urbanos causou graves consequencias, tanto para os indigenas quanto para os nao indigenas, pois tal mudanca os retiraram do acesso ao DSEI (Distrito Sanitario Especial Indigena), um servico que apesar de precario muitas vezes, ainda era exclusivo para o cuidado indigena e se mostrava ser mais eficiente que o Sistema Unico de Saude (SUS), do qual agora os migratorios dependem para ter acesso a servico de saude, igualmente aos nao indigenas, de forma que gera ainda mais lotacao ao plano de saude publico e, por conseguinte, sua precariedade junto a falta de recursos (BATISTOTI, 2019).

Para ajudar a populacao indigena, com a dispepsia e outros males gastrointestinais, e preciso a identificacao precoce dos sintomas, o que torna seu tratamento mais simples, seguro e eficaz. Entre os sintomas incluem-se dor, plenitude abdominal, saciedade precoce, nauseas, vomitos e sensacao de distensao. Para conseguir diferenciar a dispepsia de outras doencas gastrointestinais, e necessario seguir os criterios de Roma (REISSWITZ, 2010), o qual e um consenso de especialistas que buscaram facilitar o processo diagnostico por meio dos seguintes itens: os sintomas devem aparecer pelo menos 6 meses antes do diagnostico e estar ativos por pelo menos 3 meses, apresentar a sindrome do desconforto pos-prandial, que e como se fosse um peso desconfortante apos uma refeicao normal, desde que isso aconteca varias vezes na semana e estar associado a inchaco abdominal superior, nausea pos-prandial ou arroto excessivo; e tambem a sindrome da dor epigastrica, a qual seria uma dor ou sensacao de queimacao, localizada no epigastrio, de intensidade moderada para alta e no minimo uma vez por semana (BORDA, 2016).

Outra caracteristica que torna a populacao indigena vulneravel, e a sua propria microbiota intestinal, que devido a sua alimentacao diferenciada, por costumes ou ate mesmo pela necessidade, ha uma intensa estimulacao antigenica, que em determinadas circunstancias, a ativacao excessiva do sistema imune, pode ser um componente importante na etiopatogenia de doencas inflamatorias intestinais e estomacais, como a dispepsia (MOURAO, 2005).

A dispepsia pode ser classificada por meio de suas causas, entre organica e funcional. Apesar de muito prevalente, a dispepsia funcional permanece sendo uma doenca de dificil estudo pela falta de ferramentas concretas para uma mensuracao significativa dela (SONG, 2019). Isto acontece, porque ela nao possui um substrato anatomico ou fisiopatologico, o que torna obrigatorio a valorizacao de aspectos subjetivos para se quantificar perante a intervencoes terapeuticas. Entretanto, vale lembrar que aquelas onde a causa e bem definida, a organica, existem doencas estruturadas e bem estudadas, como ulcera peptica, neoplasia de estomago ou duodenal, infeccao pelo Helicobacter pylori, hipersensibilidade visceral, dismotilidade e entre outras (OTERO, 2014).

A dispepsia funcional e uma entidade heterogenea, com vias fisiopatologicas variadas e nao totalmente esclarecidas. Devido a isso, seu tratamento e um desafio para os medicos, pois os resultados terapeuticos sao modestos, visto que a maioria dos pacientes continua sentindo desconforto cinco anos apos o diagnostico (BORDA, 2016). Uma porcentagem consideravel de pacientes, independentemente da intensidade de seus sintomas, consulta os medicos por medo de ter uma doenca grave ou uma neoplasia. Portanto, o primeiro pilar do tratamento consiste em explicar detalhadamente em que consiste o processo, destacando seu carater benigno e esclarecendo que e um diagnostico concreto e positivo.

2. Metodologia

O estudo se tratou de um levantamento quantitativo, com caracteristica descritiva, que buscou identificar qual o perfil epidemiologico da populacao residente da comunidade indigena Novo Dia, a respeito dos niveis de acometimento da dispepsia funcional nos participantes, de maneira que leva em conta os aspectos de clinica ampliada.

Com a idealizacao do projeto, foi obtida autorizacao da lideranca da comunidade Novo Dia, para a realizacao do projeto com a sua populacao. Essa comunidade esta inserida em contexto urbano de Campo Grande — MS, nao necessitando assim de tramites legais relacionados a FUNAI. A comunidade Novo Dia, localizada no parcelamento Bosque Santa Monica, regiao urbana do Imbirussu, surgiu em 2006, como assentamento indigena urbano e recebeu recentemente, em 2019, o titulo de comunidade pela prefeitura da cidade. Apresenta-se ali 280 pessoas, numero relatado pela lideranca da comunidade, sendo 64 familias, em todas as faixas etarias.

O projeto foi cadastrado na plataforma Brasil, onde enviaram para o Comite de etica em pesquisa (CEP/CONEP), nas normas da resolucao 466/12 do CNS.

O calculo do tamanho da amostra foi baseado na equacao derivada da estimativa de parametro populacional, para isso foi adotado o tamanho da populacao da comunidade indigena Novo Dia, de Campo Grande — MS, no ano de 2020 (N=280), grau de confianca de 95% e erro amostral de 5%. Foi estimado um numero de 163 participantes para a amostra.

Os participantes selecionados foram aqueles maiores de 18 anos, de ambos os sexos e nao diagnosticados com dispepsia funcional previamente, entretanto, aqueles que ja descobriram tal male e nao aderiram ao tratamento adequadamente, puderam participar da pesquisa. Foram excluidos do estudo criancas, adolescentes, adultos que ja foram diagnosticados com dispepsia, sendo funcional ou organica, bem como aqueles que se negaram a participar da pesquisa.

A pesquisa foi feita por meio da coleta de dados do questionario de perguntas estruturadas de diagnostico Roma III para dispepsia funcional, as quais as variaveis sao: Plenitude pos-prandial; Saciedade precoce; Dor epigastrica; Queimacao epigastrica. Ele mostrou reprodutibilidade, foi capaz de demonstrar alteracoes quando elas ocorreram e quando comparadas as respostas entre pacientes e controles, o questionario mostrou que 5,3% dos controles e 91,2% dos pacientes tinham sintomas de dispepsia funcional (REISSWITZ). Entretanto, o questionario ainda nao foi utilizado em populacoes vulneraveis como a indigena, o que evidencia o quanto essa pesquisa contribuira para uma maior reprodutibilidade e eficacia do instrumento.

3. Resultados

Para obter os resultados, foram aplicadas 18 questoes acerca dos sintomas percebidos em 172 pessoas por meio de formulario. As respostas obtidas variam de acordo com os sintomas apresentados ou nao pelos pacientes. Dos quais 100% confirmaram a ciencia e a autorizacao da pesquisa.

Destes, 37,21% sao do sexo masculino e 62,79% do sexo feminino, sendo a maioria da populacao da pesquisa. Destes com faixa de idade variada, a qual apenas 6,40% possuem de 1 a 18 anos, 35,47% de 19 a 35 anos, 43,60% de 36 a 60 anos e 14,53% com idade superior a 60 anos, sendo, portanto, uma populacao majoritariamente adulta e idosa.

Os dados coletados com a realizacao desta pesquisa possuem carater qualitativo, dos quais os dados sao categoricos ordinais, com algumas questoes nominais, ou seja, as opcoes sao distribuidas em categorias, portanto, nao-parametrica, sendo entao, avaliada de forma absoluta e relativa (NORMANDO, TJADERHANE e QUINTAO; 2010).

Foi verificado que apenas 1% afirmou haverem sido diagnosticados com dispepsia funcional, apesar de 13% afirmarem haverem sido tratados para dispepsia funcional. Dentre os sintomas relacionados a incidencia oscilou com uma frequencia dominante variando conforme o sintoma, dos quais, dor ou desconforto peitoral nao relacionado a problemas cardiacos, nos ultimos 3 meses, apontou um indice de 32% de menos de um dia por mes e 23% para dois a tres dias por mes, logo 55% da populacao indica dores entre uma a tres vezes por mes. Taxa que corrobora com a frequencia de azia percebida nos ultimos 3 meses, com 40% indicando de dois a tres vezes por mes e 26% afirmando pelo menos uma vez por mes. Com 59,88% apontando desconforto apos se sentir cheio (saciado) apos refeicao, pelo menos uma vez por mes, nos ultimos 3 meses.

Porem 54,65% informam nunca serem incapazes de terminar uma refeicao de tamanho habitual, por 6 meses ou mais, como tambem, 79,65% negaram a sensacao de queimacao ou dor abdominal, acima do umbigo e abaixo do peito. Dos que afirmaram a presenca desta dor ou queimacao (87,21%), 51,33% apontam que a intensidade desta e muito suave; dos que afirmaram a presenca da dor, 30,26% confirmaram que nao faziam uso de antiacidos; como dos que fazem uso do antiacido e afirmam a presenca da dor, 33,02% informam que apenas as vezes a dor era aliviada pelo antiacido.

Quando questionados, 53,29% dos que afirmam a presenca dessa queimacao ou dor, informam que apenas as vezes, ao evacuar ou eliminar gases a dor ou queimacao e aliviada e apenas 1,32% apontam que sempre e aliada a dor ou queimacao; de igual forma, 36,18% informam que apenas as vezes a troca de posicoes ou movimento alivia essa dor ou desconforto, em que apenas 1,32% informam o alivio sempre.

Dos que informaram a presenca de dor constante no meio ou na area superior direita do seu abdome, nos ultimos 6 meses (73,26%), foi visto a dominancia de incidencia 56,35% para a frequencia de uma vez por dia, em que em menor frequencia menos de uma vez por dia aponta um relativo de 14,29%, bem como, 19,84% para de duas a tres vezes por mes, logo a presenca dessa dor e considerada preocupante, uma vez que mesmo em incidencias variaveis de uma a tres vezes por mes, e um sintoma dominante, uma vez que 73,26% da populacao da pesquisa confirmaram a presenca dessa dor constante. Com relacao ao tempo de duracao, quando questionados se a dor durava de 30 minutos ou mais, houve taxas de 38,06% e 30,32% para casos em que nunca, raramente ou as vezes a dor durava de 30 minutos ou mais.

Ainda ha 21,94% de casos que afirmam de muitas vezes a dor prevalece por 30 minutos ou mais, sendo um fator preocupante e prevalente entre os participantes da pesquisa. Destes que confirmaram a presenca da dor, quanto a persistencia da dor, alem de seu tempo de duracao, afirmou que em relacao ao desaparecimento completo entre os episodios de dor, 49,03% informaram que nunca ou raramente isso ocorre.

Apenas 12,26% informam que sempre a dor desaparece completamente entre os episodios, logo, a prevalencia de 87,74% indicam resquicios da dor, de forma que esta nao desaparece completamente entre os episodios. Mas, apesar de afirmarem que a dor persiste, 0% informaram que esta dor foi causa de se direcionarem ao atendimento medico de emergencia, dos quais, 57,14% informam que nunca ou raramente esta dor os impede de realizar suas atividades usuais, levando-os a buscar atendimento medico, permanecendo com a dor e com os quadros persistentes, sem busca de atendimento.

Apenas 7,79% das pessoas que possuem a dor, informam que muitas vezes esta e causa de impedimento de suas atividades e sao direcionadas a buscar atendimento medico de urgencia ou um servico de emergencia, apesar da prevalencia parcial da dor entre os episodios, sendo, portanto, um fator preocupante, uma vez que, apenas em situacoes de impedimento total da realizacao de suas atividades, o servico medico e buscado.

4. Conclusao

Diante do exposto, portanto, podemos concluir que a dispepsia funcional se mostrou altamente incidente entre os indigenas moradores da comunidade indigena Novo Dia. Muitos habitantes consideram os sintomas dentro da normalidade apos a alimentacao, e nao enxergam as possiveis complicacoes que advem da patologia como graves ou preocupantes. Atualmente, necessita-se na comunidade um atendimento continuado para orientacao e tratamento para tal patologia, de forma ativa. Os sintomas cotidianos muitas vezes sao ignorados, podendo causar agravos maiores irreversiveis, no caso da dispepsia funcional, a ulcera gastrica seria o maior deles. Repassamos todos os dados colhidos a lideranca da comunidade, o cacique Josivaldo, a fim de que ele repasse as autoridades de saude os niveis dessa patologia em sua regiao.

Referencias

BATISTOTI, A. F.; LATOSINSKI, K. T. O indigena e a cidade. RUA, v. 25, n. 1, 30 maio 2019.

BORDA, A.; ESTREMERA, F. Dispepsia: Classificacao e diagnostico terapeutico. Medicine - Programa de Formacion Medica Continuada Acreditado. p. 57-65, fevereiro, 2016.

MOURAO, Paulo Henrique Orlandi. Microbiota indigena de seres humanos. Rev Med Minas Gerais; 15: 177-84; 2005.

NORMANDO, David; TJADERHANE, Leo; QUINTAO, Catia Cardoso Abdo. A escolha do teste estatistico-um tutorial em forma de apresentacao em PowerPoint. Dental Press Journal of Orthodontics, v. 15, n. 1, p. 101-106, 2010.

OTERO R, William; GOMEZ ZULETA, Martin; OTERO P, Lina. Atualizacao sobre abordagens para pacientes com dispepsia e dispepsia funcional. Rev Col Gastroenterol, Bogota, v. 29, n. 2, p. 132-138, junho de 2014.

REISSWITZ, P. S. V. Validacao em portugues do questionario de diagnostico Rome III para dispepsia funcional. Arq. Gastroenterol, Sao Paulo, 2010.

SONG, Lin; TAO, Gao; SUN, Chongxiu; JIA, Mengru; LIU, Chengxia; Aiguo Ma. Associacao entre dispepsia funcional e depressao: uma metanalise de estudos observacionais. European Journal of Gastroenterology & Hepatology. Agosto, 2019.

Referencia ABNT

VILLALBA, Daniel L. L. F. et al.. Incidencia de Dispepsia Funcional em Indigenas em Contexto Urbano. *In*: FLAUZINO, Jhonas Geraldo Peixoto (org.). **Medicina e Avancos da Pesquisa Basica e Clinica — Vol. 2**. Ponta Grossa: Atena Editora, 2022. DOI: [10.22533/at.ed.6852229061](https://doi.org/10.22533/at.ed.6852229061).

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Perguntas Frequentes

**O que e dispepsia funcional?**

Dispepsia funcional e um disturbio gastrointestinal caracterizado por dor ou desconforto na regiao superior do abdomen, sem causa organica identificavel por exames convencionais. Nao possui substrato anatomico ou fisiopatologico definido.

**Por que estudar dispepsia funcional em indigenas urbanos?**

A transicao do meio rural para o urbano altera habitos alimentares, expoe a novos estressores e modifica o estilo de vida, fatores que podem aumentar a incidencia de disturbios gastrointestinais funcionais. Alem disso, a populacao indigena em contexto urbano perdeu o acesso ao DSEI e depende do SUS.

**Qual foi a prevalencia encontrada no estudo?**

O estudo identificou que 55% da populacao pesquisada indica dores entre uma a tres vezes por mes, e 73,26% confirmaram presenca de dor constante no meio ou na area superior direita do abdome nos ultimos 6 meses.

**Em qual obra este capitulo foi publicado?**

O capitulo integra o livro *Medicina e Avancos da Pesquisa Basica e Clinica — Vol. 2*, publicado pela Atena Editora em 2022, com DOI 10.22533/at.ed.685222906.

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